O Prêmio Brasil Artesanal 2026 teve Minas Gerais como destaque: produtores do estado ficaram em primeiro lugar em quatro das seis modalidades.
Promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a premiação teve cerimônia em Brasília (DF), em 15 de outubro. Foram reconhecidos 30 produtores de seis estados.
A organização recebeu 170 amostras de cachaças de alambique, 115 de doce de leite e 85 de azeite. Os produtos vieram de diferentes regiões do país.

A disputa abrangeu doces de leite, azeites e cachaças de alambique, divididos por categorias e modalidades. Segundo a CNA, júris técnico e popular avaliaram os cinco melhores produtos de cada grupo e também levaram em conta a história de cada um.
Doces de leite de São João del Rei e Nova União lideram
Na categoria de doce de leite em barra, o primeiro lugar ficou com o Alferes do Tacho, de Leonardo de Souza Chagas, produzido em São João del Rei, no Campo das Vertentes. A segunda colocação foi do “Me Lambuzei”, de Yuri Soares, de São Lourenço.
O “Doce Sertanejo”, de Izabela Moura Viana, de Curvelo, terminou em terceiro entre os doces em barra. Na sequência ficaram o “Doce Conquista”, de Ricardo Bispo, de Soledade de Minas, e o “Pingo de Leite”, de Lucas Hipolito Machado, de Valença, no Rio de Janeiro.
Entre os doces pastosos, o título foi para o Dona Marlene, de Raphaela Nayara, produzido em Nova União, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O segundo lugar ficou com o “Doce de Leite/Queijaria Tradição”, de Marco Seefeld, de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul.
O “Estrela da Mantiqueira”, de Marcelo Antonio Vieira, de Passa Quatro, alcançou a terceira posição entre os pastosos. Completaram os cinco primeiros o “Flor da Serra”, de Erica Carolina, de Congonhal, em quarto, e o “Alvorada Missioneira”, de Vanderlei Kaefer, de Canela, em quinto; ambos são do Rio Grande do Sul.
Azeites: Alto das Oliveiras vence entre os monovarietais; Cachaça Durvalina fica em primeiro entre as brancas
Na disputa de azeites blend, o primeiro lugar foi para o “Mantikir Summit Premium”, de Herbert Silva Sales, de Santo Antônio do Pinhal, em São Paulo. “Viridi”, de Zélia Maria Scherer Maciel, de Sant’Ana do Livramento, ficou em segundo, e “L’Az”, de Patrícia Lafonte de Azevedo, de Brazópolis, em terceiro.
O “Potenza Blend Intenso”, de Jeronimo José Merlo, de Canguçu, terminou em quarto entre os blends, seguido pelo “Sabiá – Blend de Terroir”, de Bob Costa, de Encruzilhada do Sul. Nos monovarietais, o Alto das Oliveiras, de José Martins de Siqueira Filho, de Delfim Moreira, conquistou o primeiro lugar.
Entre os monovarietais, “Cadenza”, de Cynthia Geyer, de Glorinha, ficou em segundo, e “Lagar H Arbequina”, de Glenda Haas, de Cachoeira do Sul, em terceiro. O quarto lugar foi do “Mantikir Grappolo”, de Herbert Silva Sales, de Santo Antônio do Pinhal, e o quinto, do “Aiu”, de Ivo Szterling, de Aiuruoca.
Nas cachaças de alambique brancas, a Durvalina, de João Alves, de Igarapé, ficou em primeiro lugar; “Pol”, de Bruna Bianchin, de Marau, e “Padre Doutor”, de Cintian Carla Silva, de Córrego Fundo, ocuparam o segundo e o terceiro postos. “Fé”, de Felipe Russo Mafra, de Morungaba, foi a quarta colocada, seguida pela “Bússola de Prata”, de Andrei Cristian Rezende, de São Francisco do Sul; já entre as amarelas, venceu “Cana da Terra Extra Premium”, de Antonio Abrão Bastos, de Alexânia, e os três primeiros colocados de cada categoria receberam certificados, valores em dinheiro e selos Ouro, Prata e Bronze.


