Ação da Polícia Federal
No dia 25 de setembro de 2026, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Alto Custo, focada em investigar um esquema de desvios de recursos destinados à compra de remédios pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A operação resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São João del Rei e Nova Lima, em Minas Gerais.
O objetivo principal da ação foi apurar a suspeita de que advogados apresentavam orçamentos superfaturados em ações judiciais para obter medicamentos de alto custo, onerando indevidamente os cofres públicos. As investigações indicam que o processo envolveu a utilização de ações judiciais como meio para garantir a obtenção de medicamentos com preços elevados.
Identificação de advogados envolvidos
Durante a Operação Alto Custo, foram identificados advogados que, possivelmente, utilizaram sua prática profissional para alimentar um esquema fraudulentos de orçamentos superfaturados para a compra de remédios pelo SUS. A PF apurou que empresas também estão sendo investigadas por emitirem estes orçamentos inflacionados.

A suspeita é de que esses profissionais e as empresas envolvidas atuavam em coordenação, inflacionando os preços dos remédios solicitados, o que gerava um impacto negativo significativo no valor total a ser desembolsado pelos cofres públicos. Na operação, a PF apreendeu celulares e documentos que poderão auxiliar na identificação de outros envolvidos e na coleta de provas adicionais sobre as práticas ilícitas.
Com isso, as apurações seguem em andamento, e a força-tarefa se compromete a reunir informações que ajudem a esclarecer a extensão da fraude e as participações de cada um dos implicados no esquema de remédios superfaturados pelo SUS.


